quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Eu sou 24 de outubro de 2012



Você saiu correndo na frente
Agitando os braços como um alucinado.
Eu, envergonhada, me detive atrás
Não quis ser recohecida
Pelo meu anonimato completo.
A mediocridade borbulha e
Escapa pelos meus poros abertos
Pelo calor,
Fechados pelo vento frio que vem do sul.
Sou excesso de sinceridade
E falta de talento
Um oásis de transparência
Envolto pela poluição alheia
Sonora, visual, táctil e sensitiva.
Chego a ser boba, coitada,
Quem mais facil de enganar
Do que aquela tolinha que sabe
Que o humano nasceu errado
Mas teima em não se preocupar com si mesma...
Não minto, nunca,
E deixo a mediocridade transparecer nos atos
E falas e gestos e mágoas -
Capacho demasiado fácil.
Invejo a sua alucinação e sua coragem
De se mostrar louco e de fora
Um outsider  que se destaca
Onde os mediocres sentam e choram
E esperam por uma chance
Que nunca vem.

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