Você saiu correndo na frente
Agitando os braços como um alucinado.
Eu, envergonhada, me detive atrás
Não quis ser recohecida
Pelo meu anonimato completo.
A mediocridade borbulha e
Escapa pelos meus poros abertos
Pelo calor,
Fechados pelo vento frio que vem do sul.
Sou excesso de sinceridade
E falta de talento
Um oásis de transparência
Envolto pela poluição alheia
Sonora, visual, táctil e sensitiva.
Chego a ser boba, coitada,
Quem mais facil de enganar
Do que aquela tolinha que sabe
Que o humano nasceu errado
Mas teima em não se preocupar com si mesma...
Não minto, nunca,
E deixo a mediocridade transparecer nos atos
E falas e gestos e mágoas -
Capacho demasiado fácil.
Invejo a sua alucinação e sua coragem
De se mostrar louco e de fora
Um outsider que se destaca
Onde os mediocres sentam e choram
E esperam por uma chance
Que nunca vem.
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